A Aubrey Capital Management (Aubrey) e a LarrainVial realizaram um seminário de investimentos de alto nível no Carpenters’ Hall, em Londres. O encontro reuniu mais de 100 profissionais de investimentos, economistas, gestores de ativos e gestores de patrimônio para discutir como as mudanças nas dinâmicas geopolíticas e as tendências estruturais de longo prazo estão remodelando as oportunidades de investimento nos mercados emergentes.
Com o título “Navegando pelos mercados emergentes: o próximo ciclo de crescimento”, o evento ofereceu aos investidores uma perspectiva renovada sobre esses mercados, explorando tanto os motores de crescimento já conhecidos quanto tendências menos debatidas que estão moldando o cenário de investimentos.
O seminário contou com apresentações de Nicholas Hopton, diretor-geral da Middle East Association e ex-embaixador do Reino Unido no Irã, Líbia, Catar e Iêmen; Andrew Dalrymple, fundador e gestor de investimentos da Aubrey Capital Management; José Manuel Silva, diretor de investimentos (CIO) da LarrainVial AM; e Hlelo (Lo) Giyose, diretor de investimentos (CIO) da First Avenue IM.
Análise dos palestrantes
José Manuel Silva abriu o evento com uma apresentação focada nas oportunidades de investimento na América Latina. Silva destacou as avaliações atrativas da região, a melhora das condições políticas e econômicas, as reformas estruturais e a crescente importância da região como fornecedora de matérias-primas críticas, energia e produtos agrícolas.
Por sua vez, Andrew Dalrymple analisou o potencial de crescimento de longo prazo dos mercados emergentes. Ele ressaltou que fatores como demografia favorável, urbanização e aumento do poder aquisitivo continuam impulsionando o crescimento estrutural das economias em desenvolvimento. Além disso, Dalrymple chamou atenção para a crescente concentração dos índices de mercados emergentes em torno de empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial.
Já Hlelo (Lo) Giyose abordou a teoria do desenvolvimento econômico dos “gansos voadores”, explicando como as empresas bem-sucedidas dos mercados emergentes costumam seguir uma trajetória semelhante: consolidam posições de liderança em seus mercados domésticos antes de se expandirem internacionalmente e se tornarem negócios competitivos em escala global. Com base em exemplos da Ásia, África e América Latina, Giyose argumentou que identificar esses futuros campeões continua sendo uma das oportunidades mais atrativas para investidores de longo prazo.
Por fim, Nicholas Hopton encerrou as apresentações formais com uma palestra sobre o retorno da política das grandes potências, o surgimento de um mundo mais multipolar e o acelerado realinhamento geopolítico que está transformando as relações internacionais. Hopton analisou as implicações desses acontecimentos para os mercados financeiros globais e para os investidores em mercados emergentes, destacando a crescente importância de compreender os riscos geopolíticos juntamente com os fatores econômicos e de investimento tradicionais.
Ao evento, realizado no histórico Carpenters’ Hall, na City de Londres, compareceram mais de uma centena de representantes de instituições financeiras, gestoras de ativos, empresas de gestão patrimonial, intermediários, consultores e family offices. Na avaliação de Andrew Ward, CEO da Aubrey Capital Management, com demasiada frequência os debates sobre mercados emergentes se concentram nas manchetes de curto prazo em vez das tendências estruturais. “Queríamos reunir diferentes perspectivas sobre essa classe de ativos, desde o crescimento do consumo e a inovação tecnológica até as mudanças geopolíticas e o desenvolvimento econômico. A qualidade dos debates reforça nossa convicção de que uma gestão ativa, baseada em pesquisa, continua sendo essencial para identificar oportunidades em um cenário global cada vez mais complexo”, afirmou Ward.



