A última reunião da entidade responsável por definir em quais instrumentos podem investir os fundos de pensão do Chile, a Comisión Clasificadora de Riesgo (CCR), adicionou três novas gestoras de ativos alternativos à lista de instrumentos aprovados.
Segundo detalhou a comitiva, essas aprovações abrangem estratégias de investimento e operações de co-investimento para uma classe específica de ativos. Assim, a Blackstone obteve aval para investimentos em infraestrutura, a Patria Investments para dívida privada e a Spruceview Capital Partners para private equity.
Com isso, as três gestoras podem comercializar seus produtos nessas classes de ativos para as AFPs chilenas, ganhando acesso às maiores carteiras do país andino, com um AUM agregado de 235,8 bilhões de dólares.
Desse total, destaca-se que 52,7% estão investidos em ativos estrangeiros, o equivalente a 124,3 bilhões. de dólares
As novas aprovações
A Blackstone é uma das maiores gestoras no segmento de mercados de crédito privado. No que diz respeito à infraestrutura, a empresa administra uma variedade de ativos core e core plus globalmente, com 84 bilhões de dólares sob gestão nessa classe. Entre esses investimentos, há exposição à transição energética, transporte, infraestrutura digital e ativos de saúde.
Por sua vez, a gigante brasileira Patria Investments conta com mais de dez fundos dedicados a crédito, com 7,4 bilhões de dólares sob gestão nessa vertical. Isso inclui tanto estratégias de renda fixa tradicional quanto veículos de crédito agrícola, crédito estruturado e FIDCs, um tipo de instrumento que vem ganhando relevância no Brasil.
Por fim, a Spruceview Capital Partners é uma gestora norte-americana com diversas estratégias. Em private equity — categoria que poderá oferecer às AFPs chilenas —, suas abordagens focam na identificação de oportunidades de nicho, incluindo o middle market dos Estados Unidos, um segmento de grande interesse no país.
Somam-se fundos mútuos
Além dessas três gestoras de alternativos, três fundos mútuos internacionais também passaram a integrar a lista aprovada pela CCR neste mês.
Dois desses veículos estão domiciliados em Luxemburgo: a estratégia de renda variável Brazilian Equities, da gestora DWS, e o fundo Emerging Markets Blend, da Vontobel.
A lista é completada pelo fundo Aegon Strategic Global Income, uma estratégia flexível de renda fixa global gerida pela Aegon Asset Management, domiciliada na Irlanda.



