Os ativos globais de fundos de pensão atingiram níveis recordes, superando 68,3 trilhões de dólares. Mas como sua alocação de ativos evoluiu? De acordo com o estudo Global Pension Assets Study, publicado pelo Thinking Ahead Institute (TAI) e patrocinado pela WTW, nos sete maiores mercados de pensão do mundo, ao longo dos últimos 20 anos, a alocação em ações caiu 9% passando a representar 48% dos ativos totais. Já as alocações em títulos de renda fixa e outras classes de ativos aumentaram 3% e 6% pontos percentuais, respectivamente, alcançando 31% e 19% do total dos ativos.
Observando especificamente o ano passado, quando os ativos dos fundos de pensão ultrapassaram os 68,3 trilhões de dólares, os mercados globais registraram ganhos generalizados, com a maioria das principais classes de ativos apresentando retornos positivos. “As ações tiveram um desempenho particularmente forte, enquanto a renda fixa também registrou ganhos em meio aos cortes de juros globais e à redução dos spreads de crédito”, observou Jessica Gao, diretora do Thinking Ahead Institute.
Olhando para 2026, Gao destaca que o apoio fiscal e os investimentos relacionados à inteligência artificial devem continuar sendo importantes motores de crescimento. “As tendências da inflação e as ações dos bancos centrais serão fatores-chave, especialmente nos Estados Unidos, onde os fortes investimentos em capital e uma política fiscal favorável podem continuar impulsionando o crescimento e mantendo os rendimentos em níveis relativamente elevados”, acrescentou.





