A Invesco ampliou sua gama de ETFs ativos com o lançamento do Invesco EUR IG Corporate Bond Active UCITS ETF e do Invesco EUR IG Corporate Bond Short Duration Active UCITS ETF, duas estratégias concebidas para oferecer uma exposição diferenciada ao mercado europeu de títulos corporativos com grau de investimento. Ambos os fundos serão geridos pela equipe europeia de renda fixa da gestora, sediada no Reino Unido, e compartilham uma abordagem de investimento semelhante, embora o segundo se concentre em emissões com vencimentos mais curtos.
O lançamento ocorre em um contexto de forte crescimento do mercado de ETFs ativos na Europa. Segundo dados compilados pela Invesco, os UCITS ETFs geridos ativamente mais do que duplicaram seu patrimônio desde o final de 2024 e superavam 110 bilhões de dólares em ativos sob gestão ao final de abril de 2026, distribuídos entre mais de 390 produtos. Além disso, no acumulado do ano, o segmento registrou crescimento de 8,4% impulsionado por entradas líquidas de capital, frente aos 4,6% registrados pelos ETFs passivos.
Gary Buxton, responsável por produtos para EMEA na Invesco, destacou que a empresa conta com ampla experiência na gestão de estratégias ativas e no desenvolvimento de ETFs. Segundo ele, o crescente interesse dos investidores por esse formato responde tanto à busca por geração de alfa quanto às vantagens estruturais que os ETFs oferecem em termos de liquidez, transparência e eficiência operacional.
A gestão de ambos os fundos combinará análise macroeconômica, pesquisa fundamentalista de crédito, seleção individual de emissões e controle de riscos. O objetivo será gerar valor por meio de decisões ativas em áreas como seleção de títulos, alocação setorial, qualidade de crédito e posicionamento ao longo da curva de juros.
Tom Hemmant, gestor de carteiras da Invesco, explicou que a estratégia se baseia em uma abordagem que a equipe aplica há mais de duas décadas, embora adaptada às necessidades específicas de liquidez dos ETFs. O gestor destacou que a integração da pesquisa macroeconômica e da análise de crédito bottom-up constitui o núcleo do processo de investimento e orienta as decisões de alocação de ativos.
Diferentemente dos ETFs tradicionais, ambos os veículos não buscam replicar um índice nem estão condicionados a ele. Ainda assim, os investidores poderão utilizar o Bloomberg Euro Corporate Index como referência comparativa para o ETF geral e o Bloomberg Euro Corporate Bond 1-5 Year Index para a estratégia de curta duração.
Os dois fundos foram classificados como Artigo 8 sob o Regulamento Europeu de Divulgação de Finanças Sustentáveis (SFDR), o que implica que promovem características ambientais e/ou sociais dentro de seu processo de investimento.
Para Laure Peyranne, responsável pelos ETFs da Invesco para Ibéria, América Latina e US Offshore, a evolução do mercado europeu demonstra que os investidores demandam cada vez mais estratégias ativas diferenciadas dentro do formato ETF. Em sua opinião, após o sucesso das estratégias quantitativas de renda variável e de segmentos especializados de renda fixa, como os CLOs, o próximo passo natural é a expansão de soluções baseadas na gestão ativa fundamental tradicional.
Com esses lançamentos, a Invesco eleva para 49 sua oferta de UCITS ETFs de renda fixa, reforçando uma gama que já inclui exposições à dívida soberana europeia, crédito corporativo investment grade, CoCos AT1 e CLOs com classificação AAA, além de diversas estratégias smart beta voltadas para melhorar a rentabilidade ajustada ao risco. A incorporação desses novos produtos amplia as alternativas disponíveis para investidores que buscam acessar o mercado europeu de crédito corporativo por meio de gestão ativa dentro do formato ETF.



