A Crown anunciou o lançamento de uma mesa de câmbio (FX Desk) integrada à sua plataforma, ampliando sua atuação além da emissão de stablecoins. A nova operação permite a conversão direta entre reais, dólares e o BRLV, stablecoin lastreada em real emitida pela companhia. Segundo a empresa, as transações contam com liquidação instantânea e podem atingir até US$ 100 mil por operação.
A iniciativa ocorre em meio ao avanço das discussões regulatórias sobre ativos virtuais e operações cambiais no Brasil. De acordo com a Crown, a estrutura foi desenvolvida em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Banco Central para o mercado de ativos digitais.
Com a nova frente de negócios, a empresa busca ampliar a circulação do BRLV, cujo volume emitido soma atualmente R$ 373 milhões. A Crown afirma que o ativo é hoje a maior stablecoin de mercados emergentes em valor emitido.
“A infraestrutura precisa estar pronta para receber esse fluxo”, afirmou John Delaney, fundador e CEO da Crown, ao comentar a expectativa da companhia de que parte da base monetária brasileira migre para redes blockchain na próxima década. Segundo a projeção da empresa, até 8% da base monetária do país, o equivalente a aproximadamente R$ 1 trilhão, poderá ser tokenizada nesse período.
Entre as características da nova mesa de câmbio, a Crown destaca a disponibilidade contínua por meio de API, a visualização prévia dos custos da operação e mecanismos de rastreabilidade on-chain. A empresa afirma que o sistema permite acompanhar a movimentação dos recursos, gerar registros individualizados e facilitar processos de auditoria.
O lançamento acontece após esclarecimentos do Banco Central sobre requisitos mínimos para operações cambiais internacionais. Segundo a companhia, as novas orientações reforçam a necessidade de identificação do beneficiário final das transações, rastreabilidade em tempo real e envio de informações sobre origem e destino dos recursos.
“Estruturamos uma solução que une compliance regulatório, liquidez em stablecoins, infraestrutura tecnológica avançada e operações on-chain”, disse Delaney. “A nossa estrutura é uma das mais seguras do mercado sob o ponto de vista regulatório e certamente a mais eficiente disponível hoje.”
A Crown atua no segmento de infraestrutura para ativos digitais e é responsável pela emissão do BRLV. A empresa afirma que a stablecoin foi desenvolvida com uma arquitetura que busca separar os ativos de reserva do risco operacional da companhia, oferecendo aos detentores direitos diretos sobre as reservas vinculadas ao token.



