A Galapagos Capital anunciou o lançamento de dois novos ETFs de renda fixa indexados à inflação: o 03BK11 e o 10BK11. Os fundos são compostos por títulos públicos atrelados ao Tesouro IPCA+ (NTN-B) com prazos de vencimento constantes de três e dez anos, respectivamente.
Segundo a gestora, o 03BK11 é o primeiro ETF de inflação constante com prazo de três anos disponível no mercado brasileiro. Já o 10BK11 oferece exposição ao vértice de dez anos da curva de juros reais. O lançamento simultâneo dos dois produtos permite que investidores e alocadores ajustem a duration e o risco das carteiras de forma personalizada.
“Ao combinar os prazos de 3 e 10 anos, o investidor consegue ajustar o nível de duration e compor o risco da curva real de juros de forma personalizada e com facilidade operacional”, afirma Bruno Stein, responsável pela área de ETFs da Galapagos Capital.
Os dois ETFs replicam índices de inflação constante desenvolvidos pela Teva Índices e possuem taxa de administração de 0,19% ao ano.
De acordo com Stein, a utilização do mesmo provedor de índices busca garantir consistência metodológica na construção das carteiras. “Ao estruturarmos esses produtos sob o mesmo provedor de índices, a Teva, blindamos o investidor de distorções metodológicas na hora de montar a alocação estratégica. A curva de juros real brasileira exige precisão técnica, e a combinação do 03BK11 e do 10BK11 entrega exatamente os instrumentos que o mercado demanda para fazer esse balanceamento com eficiência”, diz.
O executivo destaca ainda que, em um cenário de juros reais elevados, os ETFs permitem manter exposição estratégica sem a necessidade de sucessivas trocas de títulos. “Em um ambiente de juros reais atrativos, os ETFs permitem manter uma exposição estratégica sem sucessivas trocas de títulos, com agilidade para rebalanceamentos e ajustes táticos. A estrutura também reduz custos e complexidades operacionais, além de oferecer eficiência tributária, com IR de 15%, ausência de IOF e de come-cotas”, afirma.
Segundo Stein, os novos produtos foram desenvolvidos a partir da demanda de gestores de patrimônio e alocadores. “Só lançamos ETFs a partir de demanda contratada. O 03BK11 e o 10BK11 são frutos de conversas profundas com grandes alocadores que precisavam de ferramentas dinâmicas para navegar no cenário de juros reais e inflação no Brasil”, afirma.
Com os lançamentos, a Galapagos amplia seu portfólio de ETFs de renda fixa, que já contava com os fundos POSB11, GLFT11 e 3PRE11. A plataforma da gestora também inclui os ETFs OROF11 e PRAF11, ligados a metais físicos, além do GBIT11, que acompanha o ETF de Bitcoin da 21Shares, e do GXUS11, que replica o Vanguard Total International Stock ETF (VXUS), com exposição a ações internacionais, excluindo os Estados Unidos.
De acordo com a gestora, o patrimônio líquido da área de ETFs supera R$ 630 milhões.
“Nosso objetivo é continuar oferecendo soluções relevantes para os investidores e consolidar a Galapagos Capital como uma referência em inovação no mercado brasileiro de ETFs, acompanhando a evolução dessa indústria no país”, conclui Stein.
Fundada em 2019, a Galapagos Capital informa possuir mais de R$ 40 bilhões em ativos sob gestão, mais de 50 mil investidores e operações distribuídas em escritórios no Brasil, Miami, Abu Dhabi e Genebra.



