A XP Asset estreou no dia 20 de abril o SLVR11, primeiro ETF de prata criado por uma gestora brasileira, ampliando o acesso dos investidores à commodity por meio de negociação em bolsa.
O fundo replica o desempenho da prata no mercado internacional, com exposição cambial, seguindo o índice LBMA Silver, da Intercontinental Commodities Exchange (ICE). A taxa de administração será de 0,3% ao ano.
Segundo Leonardo Vasques, gerente de portfólio da gestora, “o SLVR11 permite acessar a prata de forma direta, através de um instrumento eficiente e de baixo custo”. Ele acrescenta que “a commodity tem um papel estratégico por combinar características de potencial proteção com demanda industrial, o que amplia seu potencial dentro de portfólios diversificados”.
O lançamento ocorre após um período de valorização da prata. Em 2025, a commodity registrou alta de cerca de 118%, impulsionada por fatores macroeconômicos e pela demanda industrial. Em 2026, o ativo tem apresentado maior volatilidade após movimentos expressivos no início do ano.
Com o novo produto, a gestora passa a contar com uma oferta mais ampla de ETFs de metais preciosos, que inclui os fundos de ouro GOLD11 e GOLX11. A entrada no segmento de prata integra a estratégia de expansão em investimentos alternativos, que também contempla produtos ligados a bitcoin e ethereum.
O SLVR11 também reforça a estratégia de crescimento da plataforma de ETFs da gestora. Em 2026, já foram realizados seis lançamentos, totalizando 21 produtos, sendo 13 introduzidos nos últimos quatro meses.
“Em poucos meses, praticamente triplicamos nossa plataforma de ETFs e passamos a cobrir de forma mais completa diferentes classes de ativos”, afirma Danilo Gabriel, gestor de fundos indexados e internacionais. “A entrada em prata é um passo relevante porque consolida a nossa prateleira em commodities e amplia o acesso do investidor brasileiro a exposições globais que antes eram restritas ou pouco eficientes”, completa.
Além do SLVR11, a gestora lançou neste ano cinco ETFs de renda fixa, incluindo produtos com exposição a LFTs e NTN-Bs, com foco em baixa volatilidade e alíquota de imposto de 15%, todos já disponíveis para negociação em bolsa.



