A Investo anunciou, nesta terça-feira (4), o lançamento do OLEO11, primeiro ETF da B3 voltado para empresas listadas nos Estados Unidos que atuam no segmento de equipamentos, tecnologia e serviços para a indústria de petróleo. O fundo replica o VanEck Oil Services ETF (OIH), referenciado no índice MVIS US Listed Oil Services 25 Index, e busca oferecer aos investidores exposição a companhias ligadas à cadeia global de exploração e produção de petróleo.
A carteira reúne as 25 maiores e mais líquidas empresas de oil services listadas nos Estados Unidos, incluindo SLB, Halliburton, Baker Hughes, TechnipFMC, Transocean, NOV e Tenaris. As companhias são selecionadas de acordo com a relevância de suas receitas em atividades relacionadas à exploração e produção de petróleo, como equipamentos, serviços especializados e operações de perfuração.
Segundo Cauê Mançanares, CEO da Investo, “houve uma retomada dos investimentos das petroleiras, e as empresas de oil services voltam ao centro das atenções. O OLEO11 permite que o investidor participe desse ciclo por meio de uma cesta diversificada de companhias líderes do setor, com acesso simples pela B3”.
O ETF é ponderado pela capitalização de mercado ajustada ao free float, com limite de 20% por empresa e de 50% para o conjunto das maiores posições. O índice passa por rebalanceamentos trimestrais e revisões semestrais. Embora as empresas do portfólio sejam negociadas nos Estados Unidos, parte delas possui sede em outros centros globais de energia, como Curaçao e Reino Unido.
De acordo com a Investo, o índice de referência do OLEO11 acumulou valorização de 110% nos últimos cinco anos, ante 42% do Ibovespa no mesmo período.
A gestora afirma que a tese de investimento está ligada à retomada dos investimentos das petroleiras após anos de redução dos aportes. Segundo o material, o aumento dos projetos offshore e em águas profundas, impulsionado pela demanda global por petróleo e pela necessidade de ampliar a oferta, tende a beneficiar diretamente as empresas responsáveis pelos serviços de exploração e produção.
O documento também destaca que o consumo global permanece em torno de 104 milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA) e da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA). Aproximadamente 60% desse volume é destinado ao transporte, enquanto cerca de 30% da produção mundial vem de poços localizados no mar, que demandam equipamentos, tecnologia e serviços especializados. Nos Estados Unidos, a produção gira em torno de 13 milhões de barris por dia, com investimentos do setor crescendo cerca de 40%, de acordo com a IEA.
Segundo a Investo, ao concentrar empresas que atuam em etapas essenciais da exploração e produção, o OLEO11 oferece exposição a um segmento da cadeia global de energia beneficiado pela demanda por petróleo e pela diversificação em ativos internacionais dolarizados.



