Os assessores de investimento na Ásia-Pacífico indicam que planejam reduzir sua exposição a ações dos Estados Unidos enquanto aumentam as alocações em ativos privados a um ritmo mais rápido do que os investimentos tradicionais, segundo dados da pesquisa Wealth Monitor da MSCI. Essa dupla mudança reflete uma transformação na forma como as carteiras equilibram a concentração geográfica e a geração de rentabilidade.
Segundo Joseph Wickremasinghe, Executive Director, MSCI Research & Development, nos próximos três anos os entrevistados indicaram que planejam reduzir as alocações em ações dos Estados Unidos em 17%, enquanto aumentarão em 48% os investimentos em mercados desenvolvidos fora dos EUA e em 33% nos mercados emergentes. Espera-se que os mercados desenvolvidos fora dos EUA absorvam a maior parte do capital adicional, o que sugere que os assessores buscam diversificação sem perder liquidez nem profundidade institucional.
O afastamento da concentração nos Estados Unidos, analisado com mais detalhe no relatório «Wealth Trends 2026» da MSCI, pode refletir preocupações mais amplas com tarifas e incerteza política. Enquanto os assessores distribuem o risco de ações de forma mais ampla entre diferentes geografias, simultaneamente estão aumentando as alocações em ativos alternativos.
Ativos alternativos: crescimento a um ritmo recalibrado
Os assessores reduziram os incrementos previstos em alternativas em comparação com 2024, mas continuam aumentando a exposição a esses ativos mais rapidamente do que nos mercados de ações:
- O crescimento previsto de 55% em ativos privados continua superando os 30% da renda fixa e das ações listadas.
- Os ativos digitais mostram a expansão mais forte, com 57%, o que pode refletir o interesse contínuo dos investidores apesar da volatilidade e da incerteza regulatória.
- Outros ativos alternativos registram crescimento de 23%, bem abaixo dos níveis de seus equivalentes globais.
Os dados sugerem que os ativos alternativos passaram de diversificadores de carteira para se tornarem importantes motores de rentabilidade, e os assessores mantêm essa direção estratégica apesar da moderação no ritmo de expansão.
Construindo capacidade para gerenciar a complexidade
O resultado é uma estrutura de carteira que se torna mais distribuída geograficamente, multiativos e seletiva. O próximo passo para os assessores na APAC é determinar se sua infraestrutura operacional pode suportar carteiras cada vez mais amplas, menos líquidas e mais dependentes de ativos alternativos para alcançar seus objetivos de rentabilidade.
Ativos digitais e privados lideram os planos de alocação na APAC
Como se espera que as alocações de ativos mudem nas carteiras de investidores de alto patrimônio nas seguintes classes de ativos nos próximos três anos ?




