A ETFGI informa que a indústria de ETFs dos EUA captou um recorde de US$ 1,23 trilhão em entradas líquidas acumuladas no ano até o final de julho. Durante o sétimo mês do ano, o setor registrou entradas líquidas de US$ 193,42 bilhões, elevando as entradas líquidas acumuladas para US$ 1,23 trilhão, segundo o relatório de julho de 2026 sobre a indústria de ETFs e ETPs dos EUA.
O total de ativos investidos no setor de ETFs dos EUA ficou em US$ 15,74 trilhões no final de julho, permanecendo pouco abaixo do recorde histórico de US$ 15,78 trilhões estabelecido em junho de 2026. Apesar dessa leve pausa mensal, os ativos da indústria apresentam um forte crescimento de 17,3% até o momento neste ano, recuperando-se significativamente dos US$ 13,43 trilhões registrados no final de 2025.
Esse crescimento sustentado é respaldado pelos US$ 193,42 bilhões em entradas líquidas registrados somente no mês de julho. Assim, as entradas líquidas acumuladas em 2026 estabeleceram um novo recorde histórico de US$ 1,23 trilhão, superando amplamente os recordes anteriores (US$ 678,42 bilhões em 2025 e US$ 577,19 bilhões em 2024). Dessa forma, o mercado mantém sua sequência, registrando o 51º mês consecutivo de entradas líquidas positivas.
Analisando em detalhes os movimentos de capital e as tendências da indústria, os ETFs e ETPs listados nos EUA confirmaram o excelente momento do mercado ao captar os mencionados US$ 193,42 bilhões em julho de 2026. O saldo se inclinou claramente para a renda variável: ETFs e ETPs de renda variável atraíram US$ 89,09 bilhões durante o mês, elevando as entradas acumuladas no ano para US$ 567,25 bilhões, mais do que o dobro dos US$ 249,69 bilhões registrados por esse segmento no mesmo período de 2025. Os produtos de renda fixa também apresentaram desempenho sólido, registrando entradas líquidas de US$ 30,88 bilhões em julho, o que eleva o total acumulado no ano para US$ 218,05 bilhões, bem acima dos US$ 120,13 bilhões do ano anterior.
Esses movimentos ocorreram em um contexto de forte desempenho dos mercados desenvolvidos. “O S&P 500 recuou ligeiramente 0,06% em julho, mas mantém um ganho de 10,14% até o momento em 2026. Os mercados desenvolvidos, excluindo os EUA, avançaram 0,30% durante o mês e acumulam alta de 14,62% no ano, com Luxemburgo (+12,10%) e Noruega (+9,93%) registrando os maiores ganhos em sua categoria. Enquanto isso, os mercados emergentes caíram 0,33% em julho, mas mantêm um avanço anual de 9,40%, grupo no qual Taiwan (-7,80%) e Turquia (-5,91%) lideraram as maiores quedas”, destacou Deborah Fuhr, Managing Partner, fundadora e proprietária da ETFGI, em comunicado à imprensa.
No nível da indústria, a estrutura do mercado de ETFs dos EUA continua sendo caracterizada por uma concentração extremamente elevada, na qual as três maiores gestoras representam 70,6% do total de ativos sob gestão. Nesse ambiente competitivo, a oferta continua se expandindo: 169 provedores lançaram 889 novos ETFs no mercado até o momento neste ano fiscal, em comparação com 186 fundos que foram liquidados.
No final de julho, a indústria local era composta por 5.590 ETFs e um volume de ativos de US$ 15,74 trilhões, distribuídos entre 493 provedores em três bolsas diferentes. A iShares permaneceu na liderança do mercado, com US$ 4,53 trilhões sob gestão e uma participação de mercado de 28,8%, seguida de perto pela Vanguard, com US$ 4,51 trilhões e uma participação de 28,7%. A State Street SPDR ETFs ocupa um distante terceiro lugar, com US$ 2,08 trilhões e uma participação de mercado de 13,2%. As 490 gestoras de ativos restantes dividem o restante da participação de mercado, sem que nenhuma delas alcance individualmente 7% dos ativos da indústria.



