A Investo anunciou, nesta quarta-feira (30) o lançamento do MUND11, ETF que oferece exposição a aproximadamente 98% da capitalização do mercado acionário mundial. O produto replica o VALU, Vanguard FTSE Global All-Cap UCITS ETF USD, listado na Bolsa de Londres e negociado em dólar, com taxa de administração de 0,19% ao ano.
Segundo a gestora, o fundo é equivalente ao Vanguard Total World Stock Index (VT), mas utiliza a estrutura UCITS, regulamentação da União Europeia que estabelece regras de diversificação, transparência e gestão de riscos. O índice reúne mais de 9 mil empresas de 49 países, incluindo companhias de grande, médio e pequeno porte.
“O MUND11 amplia as possibilidades de acesso do investidor brasileiro ao mercado global ao combinar uma exposição bastante diversificada com uma estrutura internacional, uma taxa de administração competitiva e vantagem tributária”, afirma Cauê Mançanares, CEO da Investo.
“É uma alternativa para quem busca diversificação geográfica, com uma estrutura que também pode contribuir para maior eficiência tributária no longo prazo”, acrescenta.
Estrutura e tributação
O lançamento apresenta diferenças de custos e estrutura em relação ao WRLD11, cuja taxa de administração é de 0,30% ao ano, conforme informado pela Investo. No MUND11, a cobrança é de 0,19% ao ano.
A gestora também destaca o tratamento tributário dos dividendos de empresas americanas recebidos por ETFs UCITS domiciliados na Irlanda. Segundo o release, o acordo entre Estados Unidos e Irlanda permite uma retenção na fonte, em geral, de 15%, ante 30% para ETFs domiciliados nos Estados Unidos.
Na comparação apresentada pela Investo, de cada US$ 100 em dividendos, US$ 85 permanecem no fundo irlandês, enquanto US$ 70 ficam no americano.
Composição da carteira
O índice replicado pelo produto é revisado semestralmente, em março e setembro. Entre as empresas que integram sua composição estão Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Broadcom, TSMC, Meta Platforms e Tesla. A metodologia também estabelece limites de concentração para evitar que poucas companhias tenham peso excessivo na carteira.
Os Estados Unidos representam a maior parcela da exposição geográfica, seguidos por Japão, Reino Unido, Canadá, Taiwan, China, Coreia do Sul, França, Suíça e Alemanha. A composição abrange mercados desenvolvidos e emergentes.
A distribuição setorial inclui tecnologia, serviços financeiros, indústria, consumo discricionário, saúde, energia, materiais básicos, bens de consumo, telecomunicações, utilities e mercado imobiliário.
De acordo com a Investo, a diversificação global permite acompanhar diferentes ciclos de crescimento, diante da alternância histórica entre períodos de liderança das bolsas americanas e de outros mercados. A estratégia também incorpora exposição ao dólar, que, segundo a gestora, pode contribuir para diversificar o risco de carteiras concentradas em ativos brasileiros.
A Investo informa ter mais de R$ 11 bilhões sob gestão e mais de 30 ETFs listados na B3, com produtos de renda fixa e variável e exposição a investimentos locais e internacionais. Desde 2024, a empresa integra o Grupo VanEck.



