Em 2025, a atividade de M&A entre advisors (RIAs), atingiu um novo recorde histórico, com 276 transações concluídas, totalizando US$ 796,4 bilhões de dólares em ativos adquiridos. Esse número supera as 233 transações e os 669,8 bilhões de dólares em ativos adquiridos em 2024, de acordo com dados do último relatório publicado pela Fidelity . “Pela primeira vez desde que começamos a monitorar o mercado em 2015, os ativos adquiridos no ano ultrapassaram três quartos de trilhão de dólares, representando um aumento de 19% em relação ao ano anterior e mais que o dobro do total registrado em 2023”, destacou a gestora de ativos.
Segundo a empresa, uma análise das transações deixa claro que os líderes dessas firmas não estão simplesmente crescendo por crescer. Em vez disso, as empresas estão se transformando em organizações mais sofisticadas, à medida que seus executivos reconhecem a necessidade de “pescar em lagoas maiores para poder competir em escala”. Aquisições adjacentes, como planejamento tributário e serviços para patrimônios ultra elevados, estão ganhando cada vez mais destaque, conforme as empresas trabalham para construir plataformas fiduciárias integrais. Os advisors estão mudando seu foco de uma aquisição restrita de ativos sob gestão para uma visão mais estratégica da M&A como ferramenta para expandir e diversificar seus modelos de serviço”, conclui o relatório.

Alcançando recordes
Desde 2020, o volume de transações aumentou 111% , enquanto os ativos adquiridos mais que quadruplicaram. De acordo com o relatório da Fidelity, esse impulso se reflete claramente na tendência da atividade, que espelha a trajetória ascendente dos mercados acionários dos EUA no mesmo período. “Apesar do aumento no volume total, o tamanho médio das negociações permaneceu notavelmente estável, na faixa de 400 a 600 milhões de dólares. A exceção foi 2021, quando as taxas de juros próximas de zero impulsionaram um aumento na atividade de negociação em meio a um forte FOMO (fear of missing out, medo de ficar de fora). Essa estabilidade se reflete em uma linha de tendência mediana plana, com 2025 terminando com um tamanho médio de negociação de 508 milhões de dólares”, explica o relatório.

Segundo a gestora, uma análise de transações acima de 1 bilhão de dólares em ativos adquiridos mostra um padrão semelhante. “Embora os dados trimestrais possam sugerir aumentos ou diminuições na atividade no patamar de 1 bilhão, mais de uma década de dados oferece uma perspectiva mais ampla e confiável. Essa visão de longo prazo deixa claro que o mercado de M&A e de advisors permanece forte e equilibrado, com demanda constante de empresas de todos os portes, tanto acima quanto abaixo do limite de 1 bilhão de dólares em ativos sob gestão”, acrescentaram.
Mercado dos broker dealers
Uma descoberta notável é que o canal independente dos broker dealers registrou cinco transações de M&A que somaram 315 bilhões de dólares em ativos adquiridos. O relatório explica que a estrutura de mercado mais concentrada desse setor, as obrigações de capital mais rigorosos e o ambiente regulatório exigente “continuam a manter a atividade de transações relativamente contida”.

Diante desses dados, os autores do relatório questionam por que o mercado de M&A de broker-dealers está menos aquecido que o de advisors. A resposta é clara: trata-se de um setor mais concentrado, já que o número de empresas continua a diminuir. Segundo a FINRA , as 3.378 firmas de broker-dealers em 2022 caíram para 3.249 em 2024, representando uma queda de 4%. Enquanto isso, o relatório da Fidelity registrou 17 aquisições de broker-dealers nesse período.
“É possível que o setor de broker-dealers continue caminhando para uma maior consolidação , à medida que as exigências regulatórias, as expectativas tecnológicas e as necessidades dos clientes se tornam cada vez mais difíceis de serem atendidos individualmente por empresas menores”, afirma o relatório.



