A Galapagos Capital anunciou o lançamento do GLMP11, apresentado pela gestora como o primeiro ETF brasileiro de energia limpa com exposição a ações locais. O fundo começa a ser negociado na B3 com R$ 20 milhões captados pela casa e contará com investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como investidor-âncora, em montante equivalente aos demais recursos levantados.
Destinado a investidores de varejo e institucionais, o ETF terá taxa de administração de 0,20% ao ano. O produto foi um dos cinco selecionados em edital do BNDES para estimular o mercado brasileiro de ETFs e terá o selo ESG da ANBIMA.
O GLMP11 replica o Índice Teva Ações Energia Limpa, desenvolvido e calculado pela Teva Índices. A carteira reúne empresas brasileiras de geração, transmissão e distribuição de energia, além de companhias da cadeia de biocombustíveis, como açúcar e etanol.
“A transição energética deve continuar movimentando investimentos por muitos anos, e o Brasil ocupa uma posição privilegiada nesse processo. O GLMP11 oferece uma forma simples, transparente e eficiente de participar dessa tendência por meio de empresas brasileiras líderes em seus segmentos”, afirma Bruno Stein, sócio responsável pela área de ETFs da Galapagos Capital.
“Esse ETF segue a nossa estratégia de lançar produtos para os quais já existe demanda, em que procuramos ser os primeiros a oferecê-los, com o melhor índice ou com o menor custo do mercado”, diz.
A inclusão de empresas de transmissão e distribuição busca contemplar a infraestrutura necessária para levar a energia ao consumidor final. Segundo a gestora, a proposta é abranger a cadeia da transição energética, sem restringir a exposição a uma tecnologia específica.
A participação do BNDES também busca ampliar a escala e a liquidez do fundo, favorecendo a entrada de investidores institucionais.
“Ficamos muito satisfeitos por termos sido escolhidos após todo o processo de avaliação do BNDES. A participação do banco ajuda uma tese que já fazia parte dos nossos estudos a ganhar volume e visibilidade, além de contribuir para que o fundo alcance mais rapidamente um tamanho compatível com a entrada de investidores institucionais, como fundos de pensão”, acrescenta Stein.
Para Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, a iniciativa combina o apoio à transição energética com o desenvolvimento do mercado de capitais.
“O BNDES tem o papel de apoiar transformações estruturais da economia brasileira. Neste caso, estamos contribuindo simultaneamente para o avanço da agenda de transição energética e para o fortalecimento do mercado de capitais, criando condições para que mais investidores participem do financiamento de setores essenciais para a competitividade e o desenvolvimento sustentável do país”, afirma.
Critérios de seleção e composição da carteira
A metodologia do índice considera liquidez, valor de mercado e saúde financeira das companhias. Entre os requisitos estão valor de mercado superior a R$ 5 bilhões e volume médio de negociação acima de R$ 100 milhões por mês.
A participação de cada empresa fica limitada a 15% da carteira para reduzir a concentração. O índice segue regras predefinidas e passa por rebalanceamento semestral.
“A tese de transição energética pode durar décadas, mas as companhias que melhor a representam podem mudar ao longo do tempo. O rebalanceamento permite que a carteira acompanhe esse movimento com disciplina e critérios transparentes”, explica Stein.
“O edital do BNDES é um marco para o desenvolvimento do mercado brasileiro de ETFs. O GLMP11, baseado no Índice Teva Ações Energia Limpa, é um produto inovador que amplia o acesso de investidores de diferentes perfis a uma tese relevante como a da transição energética”, diz Solly Nissim Sayeg, index specialist na Teva Índices.
Galapagos chega a 11 ETFs
O GLMP11 é o 11º ETF da Galapagos desde sua entrada nesse mercado, no fim de 2025. Segundo dados de agosto divulgados pela companhia, a plataforma soma mais de R$ 660 milhões em patrimônio líquido e cerca de 5.400 cotistas.
O lançamento sucede o EUAT11, que oferece exposição ao mercado acionário americano, e os fundos de renda fixa 03BK11 e 10BK11, voltados ao Tesouro IPCA+ com prazos constantes.
A plataforma também inclui GXUS11, OROF11, PRAF11, POSB11, GLFT11, 3PRE11 e GBIT11, reunindo estratégias de renda fixa, ações internacionais, metais físicos e criptoativos.
Fundada em 2019, a Galapagos Capital tem mais de R$ 40 bilhões sob gestão e mais de 50 mil investidores. A companhia conta com mais de 500 profissionais, distribuídos por onze escritórios no Brasil e unidades em Miami, Genebra e Abu Dhabi.
