Um novo estudo da Clearwater Analytics, “GenAI and the Data Divide”, revela como a inteligência artificial (IA) está redefinindo a interação entre os investidores institucionais e suas gestoras de ativos. O relatório, que abrange gestoras de seguros, hedge funds, especialistas em mercados privados e gestores generalistas, aponta que 100% dos entrevistados detectaram um aumento nas consultas dos clientes sobre o uso da IA. Mais de dois quintos (43%) das gestoras afirmam que entre 25% e 50% de seus clientes perguntam como utilizam essa tecnologia, enquanto 40% indicam que entre 10% e 24% de sua base de clientes investigam o tema.
Os participantes do estudo concordam que investidores e alocadores institucionais analisam cada vez mais como as gestoras de fundos integram a IA, mostrando maior disposição para investir em empresas que destinam um orçamento significativo à pesquisa e implementação dessa tecnologia. Mais de um terço (34%) prevê que essa tendência aumentará de forma drástica nos próximos três anos, e 57% acreditam que aumentará levemente. Menos de um em cada dez (9%) considera que permanecerá igual.
A pesquisa revela uma avaliação muito positiva por parte dos clientes sobre a implementação da IA nas gestoras: 85% dos entrevistados afirmam que a percepção de seus investidores sobre o uso da IA é positiva, e outros 10% indicam que é muito positiva. Da mesma forma, as gestoras demonstram confiança em suas capacidades diante da concorrência. Mais de uma em cada dez (13%) afirma estar mais avançada em IA do que outras empresas, 71% consideram que estão bastante avançadas, 15% acreditam estar em um nível semelhante e apenas 2% admitem estar atrasadas.
Quando questionados sobre as áreas em que o uso da IA é mais crucial para seus clientes, a maioria dos gestores coloca a governança de dados, a precisão e a segurança empresarial como aspectos prioritários, à frente da automação e da intervenção humana. Como demonstração do quanto a IA se consolidou na indústria, 91% dos entrevistados consideram importante para seus negócios a IA agêntica — agentes autônomos capazes de executar tarefas complexas de múltiplas etapas com intervenção humana mínima — e 2% a classificam como crítica.
Em relação às áreas em que a IA gerou maior impacto positivo no relacionamento com o cliente, as gestoras destacam o suporte baseado em IA, as ferramentas de perguntas e respostas e a comunicação e os relatórios automatizados. Os entrevistados também apontam a personalização em larga escala, a melhoria na transparência e na rapidez, assim como a análise de sentimento.
Na opinião de Souvik Das, CTO da Clearwater Analytics, “a IA está transformando a relação entre cliente e gestor, passando de uma interação periódica centrada no produto para uma parceria contínua e rica em dados, na qual a transparência, a personalização e uma capacidade analítica comprovada são fundamentais para conquistar e reter mandatos institucionais. A tecnologia já não se limita a melhorar a rentabilidade; está redefinindo o que significa prestar um bom serviço. Os investidores institucionais exigem análises em tempo real, soluções sob medida e decisões explicáveis, o que eleva o nível de exigência para todo o setor”, conclui.



