Superando o Brasil, a maior economia da América Latina, o México lidera há alguns trimestres o ranking de financiamento de empresas de venture capital para companhias da região. É o que mostram os dados da provedora de informações especializada Crunchbase, após os sólidos volumes de recursos captados durante o segundo trimestre deste ano, consolidando a liderança do país norte-americano.
As startups mexicanas, informou a empresa, levantaram US$ 944 milhões entre abril e junho deste ano. Isso representa um salto de 131% em relação aos US$ 409 milhões registrados no segundo trimestre de 2025 e de 136% frente aos US$ 401 milhões captados no primeiro trimestre de 2026.
Com esses números, este é o terceiro trimestre no último ano em que as startups mexicanas conseguem captar mais capital do que as brasileiras, que levantaram US$ 350 milhões no mesmo período. Esse montante caiu 11% na comparação anual, mas aumentou 20% em relação ao primeiro trimestre deste ano.
O México também se destacou por concentrar as três maiores captações de capital da região entre abril e junho, segundo a Crunchbase. A empresa de pagamentos Clip levantou US$ 500 milhões, o banco digital Plata captou US$ 405 milhões e a plataforma de compra e venda de veículos usados Kavak recebeu um aporte de US$ 300 milhões.
O pano de fundo dessa dinâmica é um momento em que os fundos internacionais de capital de risco estão voltando sua atenção para a região. Nas três maiores operações envolvendo startups mexicanas participaram, por exemplo, Bicycle Capital, WCM Investment Management e Andreessen Horowitz.
No geral, a região manteve o impulso nas captações de empresas em estágios mais avançados e de crescimento, segundo a empresa especializada em informações sobre capital privado. As startups latino-americanas levantaram US$ 1,36 bilhão — considerando rodadas de capital semente e de crescimento — no segundo trimestre de 2026. Isso representa um aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma alta de 22% na comparação com o primeiro trimestre do ano.
Além das três grandes operações no México, o banco digital argentino Ualá captou US$ 195 milhões no período, enquanto a legaltech brasileira Enter levantou US$ 100 milhões.



