A J.P. Morgan Asset Management lançou nesta segunda-feira (23/02) o primeiro BDR de ETF ativo do mercado brasileiro. O produto está listado na B3 sob o ticker JEPI39 e está vinculado com o ETF JPMorgan US Equity Premium Income Active.
Segundo a gestora, o veículo foi desenvolvido para oferecer uma abordagem equilibrada entre geração de renda e exposição a ações, e busca entregar uma parcela significativa dos retornos associados ao S&P 500, mas com menor volatilidade, usando a venda de opções de compra (call) para gerar uma fonte adicional de renda, junto com os dividendos da carteira de ações.
“A introdução do JEPI no Brasil representa um avanço importante em nossa estratégia de mercado, sendo o primeiro de uma série de soluções de ETFs ativos que planejamos oferecer nos próximos anos,” afirmou Giuliano de Marchi, CEO para o J.P. Morgan Asset Management na América Latina.
Ao contrário do ETF (Exchange Traded Fund) tradicional que oferece uma gestão passiva que tem por objetivo replicar o benchmark, o ETF ativo tem como objetivo a superação do índice de referência. E para isso, o gestor utiliza uma estratégia ativa de seleção de papéis. Os ETFs ativos ainda não estão regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários para entrar em atividade no mercado brasileiro.
Giuliano de Marchi acredita que o Brasil é um mercado ideal para esse tipo de produto e o lançamento do JEPI marca um marco significativo para a JPMAM, destacando o papel da asset como gestor ativo que permite o acesso a uma gama de produtos globais. A gestora lançou seu primeiro ETF nos Estados Unidos em 2014, e na Europa e Ásia em 2018. Hoje, é a maior provedora de ETFs ativos, que acumulam cerca de US$ 257 bilhões em recursos.
Segundo dados de um relatório da JP Morgan Asset Management, os ETFs ativos têm crescido rapidamente no exterior. De 2014 a 2025, o volume sob gestão nesse tipo de fundo cresceu a uma taxa anualizada de 46% de 2014 a 2025. Só nos Estados Unidos, são US$ 1,2 trilhão investidos em ETFs ativos.



