A Investo anunciou o lançamento do RARA11, primeiro ETF de terras raras e metais estratégicos listado na B3. O fundo replica o VanEck Rare Earth & Strategic Metals ETF (REMX), negociado na Bolsa de Nova York, e reúne mais de 30 empresas globais voltadas à produção, ao refino e ao processamento de minerais considerados críticos.
O ETF conta com rebalanceamento trimestral, exposição cambial ao dólar e taxa de administração de 0,5% ao ano. Segundo a gestora, o portfólio oferece diversificação geográfica, com empresas sediadas em países como China, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Chile, Holanda, Brasil, Alemanha, Cazaquistão e França. Além disso, segue uma estratégia “pure-play”, exigindo que ao menos 50% da receita das companhias seja proveniente de atividades ligadas a terras raras e metais estratégicos.
As terras raras compreendem um grupo de 17 elementos químicos utilizados na fabricação de motores para veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones, equipamentos médicos e sistemas de defesa. De acordo com a Investo, embora esses minerais não sejam necessariamente escassos, sua extração e, principalmente, seu refino exigem elevada complexidade tecnológica e investimentos de grande porte.
A gestora destaca que a China concentra cerca de 90% da capacidade global de refino e separação desses minerais, fator que reforça a dependência da cadeia global de suprimentos e amplia a relevância geopolítica do segmento. Ao mesmo tempo, a demanda continua em expansão. Segundo projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), o consumo de terras raras deverá crescer entre 50% e 60% até 2040, enquanto a demanda por neodímio, utilizado em motores de veículos elétricos, pode avançar cerca de 70% até 2030.
Ainda segundo a empresa, a oferta tende a permanecer restrita no curto prazo, já que a abertura de novas minas e a expansão da capacidade produtiva fora da China levam entre sete e dez anos. Esse cenário, afirma a gestora, pode favorecer empresas presentes na carteira do RARA11.
“O lançamento do RARA11 permite que o investidor brasileiro tenha acesso a uma tese estrutural de longo prazo, conectada à transição energética, à segurança das cadeias globais de suprimentos e ao avanço tecnológico mundial. Estamos falando de matérias-primas indispensáveis para setores que devem concentrar investimentos trilionários nas próximas décadas”, afirmou Cauê Mançanares, CEO da Investo.
A Investo também afirma que o ETF busca capturar oportunidades relacionadas ao movimento de diversificação da produção de minerais críticos para além da China, diante de programas anunciados por Estados Unidos, União Europeia e Austrália para fortalecer cadeias produtivas independentes.
Nos últimos 12 meses, o ETF de referência acumulou valorização de 123,7%, ante alta de 21,6% do Ibovespa, considerando a data-base de 19 de junho de 2026.
