A Global X ETFs anunciou o lançamento de dois novos BDRs de ETFs na B3 voltados a temas ligados à defesa e ouro. O GOEX39, baseado em empresas exploradoras e desenvolvedoras de ouro, começou a ser negociado em 25 de maio. Já o SHLD39, focado em tecnologia de defesa, estreia em 27 de maio.
Segundo a gestora, os produtos foram estruturados para permitir ao investidor brasileiro acesso internacional “via home broker” e “sem a necessidade de conta no exterior”.
Os lançamentos ocorrem em um contexto de aumento da demanda por diversificação e proteção de portfólio. No caso do ouro, a Global X destaca que o metal renovou máximas históricas em 2024 e 2025, em meio a compras de bancos centrais, tensões geopolíticas e busca por ativos reais. Já no segmento de defesa, a gestora aponta que os gastos militares globais alcançaram US$ 2,7 trilhões em 2024, com crescimento anual de 9,4%, “o ritmo mais acelerado desde o fim da Guerra Fria”.
O GOEX39 replica o índice Solactive Global Gold Explorers & Developers Total Return Index e reúne entre 25 e 50 empresas globais classificadas como exploradoras ou desenvolvedoras de ouro. A proposta do ETF, segundo a gestora, é capturar a sensibilidade operacional dessas empresas às oscilações do preço do metal. Entre as maiores posições do portfólio estão Coeur Mining, Hecla Mining, Alamos Gold, DPM Metals e Equinox Gold. A exposição geográfica é concentrada em Canadá, Estados Unidos e Austrália. A taxa de administração é de 0,65% ao ano.
Já o SHLD39 replica o índice Global X Defense Tech Index e investe em empresas com pelo menos 50% da receita proveniente de tecnologia de defesa, critério definido pela gestora como “Pure Play”. O fundo contempla três frentes principais: cibersegurança, tecnologia de defesa e sistemas militares avançados.
O ETF oferece exposição a segmentos como inteligência artificial, internet das coisas, análise de dados para uso militar, robótica, drones, satélites e radares. Entre as principais posições estão Lockheed Martin, RTX, Palantir, General Dynamics e Rheinmetall. Os Estados Unidos representam 58% da exposição geográfica do portfólio. A taxa de administração é de 0,50% ao ano.
“Com o GOEX39 e o SHLD39, ampliamos significativamente o leque de opções temáticas disponíveis ao investidor brasileiro na B3. São dois segmentos com fundamentos estruturais sólidos, um ancorado na demanda global por reservas de valor e ativos reais, e outro impulsionado por um ciclo inédito de modernização militar e inovação tecnológica aplicada à defesa”, afirmou Vegas, segundo o comunicado.
A gestora afirmou ainda que os produtos foram desenhados para investidores que buscam exposição a tendências de longo prazo, com diversificação geográfica e acesso a setores “difíceis de replicar individualmente”.
Os dois BDRs serão negociados diariamente na B3 e contam com formador de mercado contratado. A Global X ressaltou que os fundos estão sujeitos a riscos de mercado, oscilações cambiais e volatilidade típica de investimentos concentrados em setores específicos.
