Brasil lidera fusões e aquisições na América Latina em 2024

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O Brasil liderou o mercado de fusões e aquisições (M&A) na América Latina em 2024, registrando 1.674 transações anunciadas e fechadas e um capital mobilizado de US$ 47,911 bilhões, cifra 10% maior que no ano anterior.

Apesar da liderança, o país teve uma queda de 21% na quantidade de operações em relação a 2023, conforme dados do relatório da Aon, realizado em parceria com a TTR Data e a Datasite.

A América Latina, no total, registrou 2.904 fusões e aquisições, uma redução de 16% em relação a 2023. No entanto, o valor agregado das operações cresceu 16%, alcançando US$ 87,679 bilhões.

“Apesar da redução no volume de transações, o crescimento no capital mobilizado evidencia a relevância de operações de grande porte na região, especialmente nos setores de energia e tecnologia. Essa tendência reforça a maturidade do mercado e o apetite dos investidores por oportunidades estratégicas”, afirmou Pedro da Costa, líder de M&A and Transaction Solutions para América Latina na Aon.

Private Equity e Venture Capital

Em 2024, foram registradas 204 transações de Private Equity, das quais 67 têm um montante agregado não confidencial de US$ 7,056 bilhões. O volume de operações aumentou 2%, enquanto o valor movimentado caiu 24% em relação a 2023.

No segmento de Venture Capital, foram realizadas 617 transações, sendo que 501 têm um montante agregado não confidencial de US$ 5,336 bilhões. Em relação ao ano anterior, houve uma queda de 36% no número de transações e de 2% no capital mobilizado.

Classificação das transações por país

O Brasil liderou o ranking de fusões e aquisições, seguido pelo Chile, que ultrapassou o México, registrando 367 transações (queda de 10%) e um montante de US$ 13,272 bilhões (redução de 9%). O México ficou em terceiro, com 359 transações (queda de 7%), mas teve um aumento de 22% no valor total mobilizado, chegando a US$ 17,060 bilhões.

A Colômbia registrou 281 transações (queda de 5%) e um valor agregado de US$ 6,738 bilhões (aumento de 35%). A Argentina teve 238 transações (aumento de 7%) e um capital mobilizado de US$ 8,833 bilhões (crescimento de 246%). O Peru contabilizou 176 transações (aumento de 17%), com um montante agregado de US$ 4,071 bilhões (queda de 44%).

Cross Border

As empresas latino-americanas intensificaram investimentos no exterior, com 87 operações na América do Norte e 72 na Europa. Por outro lado, as empresas da América do Norte foram as que mais investiram na região, com 442 negócios fechados, seguidas pelas europeias (353) e asiáticas (91).

Destaque de 2024

Uma das principais operações do ano foi a aquisição pela Mexico Infrastructure Partners de 8,5 GW de plantas de ciclo combinado da Iberdrola, avaliada em US$ 6,2 bilhões. A transação contou com assessoria jurídica de escritórios internacionais e teve impacto significativo no setor de infraestrutura e energia.

“A transição energética e os investimentos em tecnologia, como data centers, continuarão sendo os principais motores de crescimento no mercado de M&A no continente. Em 2024, observamos um interesse renovado em ativos de infraestrutura, especialmente no Brasil, que, junto com México e Chile, deve continuar na liderança em investimentos em 2025”, concluiu Pedro da Costa.

Family Office dos Moreira Salles cresce 11% e chega a R$ 54,1 bilhões

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● Tem 76% de seus recursos em ativos no exterior

● Possui 9% do maior banco privado brasileiro, Itaú Unibanco

Um dos maiores single family office do Brasil, o BW Gestão de Investimentos (BWGI), viu seus ativos crescerem US$ 11 bilhões em 2023, representando um avanço de 11% em seu AUM (Ativos Sob Gestão). Os dados foram divulgados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) esta semana e mostram a avaliação dos ativos.

A BWGI é controlada pela família Moreira Salles, que possui 9% do maior banco privado brasileiro, o Itaú Unibanco. Seu diretor é João Moreira Salles, nomeado em homenagem a seu avô, que fundou o Unibanco, instituição bancária posteriormente fundida com o Itaú em 2008. João Salles trabalhou como executivo no JP Morgan e é também um renomado diretor de documentários, ao lado de seu irmão, Walter Salles, um destacado diretor de cinema.

Dos volume sob gestão da BW, 76% estão em ativos no exterior, os quais não foram detalhados no documento. A gestora tem participação em pelo menos 10 empresas, que atuam nos setores de mineração, metalurgia, gestão imobiliária, agricultura, holdings financeiras e empresas do mercado de ações. Cerca de 10% do total de ativos estão nas bolsas locais e globais.

No último ano, a BWGI adquiriu cerca de 6% de participação na Elis francesa, do setor de higiene, e é o maior acionista da empresa de vidros Verallia, com 28% do negócio. A BWGI gerencia um fundo multimercado bem conhecido, nomeado após uma cadeia de montanhas brasileira: a Mantiqueira, um fundo multimercado com US$ 2,2 bilhões, e teve um retorno de 13,7% no último ano.

Aposta em ETFs brasileiros: Americana VanEck compra gestora Investo

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Em um movimento estratégico para crescer nos mercados latino-americanos, a VanEck, gestora de ativos global sediada em Nova York, que tem mais de US$ 85 bilhões em AUM, anunciou um investimento majoritário na Investo, uma das principais fornecedoras brasileiras de ETFs (Exchange Traded Funds).

“A incursão no Brasil sinaliza uma expansão significativa de suas operações, marcando o Brasil como um ponto de inflexão em sua estratégia para a América Latina”, a VanEck em nota. Sobre a Investo, agora consolidada com uma potência de ETFs na região, a gestora americana afirma que a empresa “demonstrou uma habilidade notável para navegar na complexa paisagem financeira brasileira, preparando o cenário para um rápido crescimento e aumento da participação no mercado”.

Jan van Eck, CEO da VanEck, afirma que há um alinhamento das inovações da Investo com a visão estratégica da VanEck para a região. “Estamos empolgados em aproveitar nossos recursos globais e expertise em investimentos para apoiar a visão da Investo para o mercado brasileiro”, diz.

Segundo a gestora, esse investimento não só marca um ponto de virada para a Investo, mas também representa um marco importante para o mercado de ETFs na América Latina. A gestora afirma que a combinação de seu alcance global com a abordagem inovadora da Investo pode introduzir produtos financeiros sofisticados e de alta qualidade para investidores brasileiros, estabelecendo novos padrões de excelência no mercado latino-americano de ETFs.