Listado na B3, o ETF NUCL11 da Investo registrou forte retorno no mês de janeiro de 2026. A rentabilidade do produto bateu 15,03% no primeiro mês do ano. Desde seu lançamento em 16 de maio de 2025, o ETF acumula retorno de 54%.
O NUCL11 replica o MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index e oferece exposição internacional a empresas ligadas à produção de energia nuclear, mineração de urânio e desenvolvimento de tecnologias associadas. “Nosso ETF alcançou performance bastante expressiva em janeiro, apesar da desvalorização do dólar. O retorno reflete a retomada global dos investimentos em energia nuclear”, aponta Cauê Mançanares, CEO da Investo.
O gestor explica que o desenvolvimento da energia nuclear é impulsionada pelo aumento do uso global da IA, o que demanda maior consumo de energia para os datacenters ao redor do mundo. O ETF investe em empresas que trabalham com as cadeias de produção de urânio e também com as companhias energéticas que possuem mais da metade da receita baseada na produção de energia nuclear.
“Com a expansão da IA está ocorrendo uma explosão no uso de dados. Isso provoca forte aumento da demanda dos data centers. Muitos deles, atualmente, são abastecidos por small modular reactors”, explica o CEO da Investo. Trata-se de pequenos reatores nucleares que procuram atender a demanda dos data centers. “Aquela história de Chernobyl ficou para trás. Atualmente, a energia nuclear é muito mais segura e está associada à tendência ESG de produção energética”, comenta Mançanares.
O ETF busca replicar um índice que está pulverizado em grande número de empresas. Com isso, evita o risco de exposição a ações de poucas empresas. O CEO da Investo explica que as empresas que atuam diretamente com IA, em sua maioria, não estão listadas em Bolsa, por isso, para capturar os ganhos com o setor, é necessário investir em companhias que são favorecidas com o desenvolvimento da nova tecnologia.
Valuations altos?
Mesmo com a diversificação da carteira do ETF, há riscos que afetam este tipo de produto. Muito se tem falado sobre o aumento do risco dos mercados globais relacionados com uma suposta “bolha de IA” que poderia estourar em breve. “O NUCL11 investe em ações de mineradoras de urânio e empresas de energia. Muitos perguntam se as ações desses setores estão com valuations altos? Pode acontecer alguma correção? Sempre é possível, mas nossa análise das valuations aponta que ainda há espaço para bastante crescimento”, prevê Mançanares.
Crescimento do mercado de ETFs no Brasil
O mercado brasileiro de ETFs registrou forte crescimento no ano passado. Os ativos aplicados no segmento saltaram de aproximadamente R$ 50 bilhões no início do ano passado para algo próximo de R$ 100 bilhões, o que representou praticamente a duplicação dos investimentos.
A Investo começou 2025 com R$ 1,5 bilhão em ativos de seus ETFs. No final do ano, havia quadruplicado o montante, aproximando-se de R$ 6 bilhões. Apenas nos primeiros dois meses de 2026, a gestora já ampliou em mais R$ 1,5 bilhão o volume de recursos de sua prateleira de ETFs no Brasil, que incluem alguns produtos como o BEST11, UTLL11, QLBR11, CHIP11, entre outros. “O mercado de ETFs no Brasil está crescendo rapidamente. O ano de 2025 foi um marco da expansão do segmento e acredito que tenha potencial para multiplicar em 10 vezes mais os ativos sob gestão, chegando em pouco tempo a R$ 1 trilhão”, projeta o CEO da Investo.
Outros ETFs que tiveram destaque na rentabilidade em janeiro deste ano foram o FIND11, da Itaú Asset, com 14,13% de retorno, e o BBOI11, da BB DTVM, com 13,62%. No ano passado, os mais rentáveis foram o TIRB11, do BTG Pactual, com 51,88%; o BDEF11, do Brasesco, com 47,46%; e o GOLD11, da XP Asset, com 46,65%.



