O DEFI11, da Hashdex, registrou valorização de 86,61% no terceiro trimestre de 2026 e liderou os ganhos entre os ETFs negociados na B3, segundo levantamento da DEX. As dez primeiras posições foram ocupadas por fundos ligados a criptoativos, com exposições a finanças descentralizadas, Ethereum, Solana e carteiras diversificadas.
O trimestre terminou com retorno positivo para 152 dos 172 ETFs com dados disponíveis, equivalentes a 88,4% da base analisada. A mediana dos retornos foi de 4,68%. As comparações utilizam resultados em reais e não são ponderadas pelo patrimônio dos fundos.
“A recuperação foi mais forte em DeFi e Ethereum do que em Bitcoin, enquanto as piores perdas se concentraram em metais estratégicos e ações chinesas”, afirma o estudo.
Atrás do DEFI11, os ETFs de Ethereum ocuparam três posições consecutivas: ETHE11, da Hashdex, com alta de 69,65%; QETH11, da QR Asset, com 66,67%; e EETH11, do BTG Asset, com 65,80%.
“Os três têm a mesma exposição econômica principal, Ethereum, mas índices, estruturas e preços de mercado próprios”, destaca a análise. O ETHE11 superou o retorno trimestral do BITH11, de 42,59%, em 27,06 pontos percentuais.
Os fundos ligados a Solana vieram na sequência. O SOLH11, da Hashdex, avançou 63,92%, enquanto o QSOL11, da QR Asset, ganhou 62,03%. Completaram o ranking WEB311, com 61,96%; QDFI11, com 59,49%; ETHY11, com 54,78%; e CRPT11, com 50,63%.
“O quadro mostra uma recuperação disseminada além de Bitcoin, e não uma valorização uniforme de todos os tokens”, aponta a DEX.
A exposição de cada carteira ajuda a distinguir os resultados. O DEFI11 acompanha o CF DeFi Index e, na composição de 30 de setembro, tinha Uniswap, Ethereum, Chainlink, Aave, Morpho e Ethena como suas seis maiores posições. Juntas, representavam 61,78% do fundo.
O WEB311 acompanha plataformas de contratos inteligentes, enquanto o QDFI11 segue o Bloomberg Galaxy DeFi Index. O ETHY11 utiliza uma estratégia de geração de renda ligada a Ethereum. Já o CRPT11 acompanha o Teva Criptomoedas Top20, com ponderação por capitalização e rebalanceamento mensal.
A recuperação dos criptoativos começou antes de setembro. Segundo o levantamento, a carta de julho da Hashdex já registrava avanço de 15,84% do índice DeFi. Em agosto, a gestora apontou reversão de sentimento e liquidação de posições vendidas, com ganhos de 25,42% para Bitcoin, 32,95% para Ethereum e 41,83% para Solana. Esses números se referem aos ativos e índices nas referências das cartas, e não aos retornos dos ETFs brasileiros.
Em setembro, o DEFI11 também liderou o ranking mensal, com alta de 33,40%. WEB311, QDFI11, CRPT11 e FOMO11 completaram as cinco primeiras posições, com valorizações de 22,80%, 22,33%, 20,34% e 19,47%, respectivamente.
Os ganhos do trimestre, porém, coexistiram com perdas em outras janelas. O DEFI11 acumulava alta de 13,78% no ano, mas queda de 33,70% em 12 meses. WEB311 e SOLH11 ainda registravam perdas de 13,87% e 9,94%, respectivamente, em 2026.
“A forte alta trimestral coexistiu com perda em uma janela mais longa”, observa o estudo sobre o DEFI11.
Na outra ponta do ranking trimestral, o RARA11, da Investo, recuou 28,06%, seguido pelo TECX11, da Bradesco Asset, com queda de 27,47%. NUCL11, PKIN11 e SILK11 perderam 10,83%, 10,15% e 9,89%, respectivamente. A distância entre o maior ganho e a maior perda do trimestre chegou a 114,67 pontos percentuais.

