A Global X ETFs anunciou o lançamento de dois novos BDRs de ETFs na B3: o EART39 (Global X Rare Earth & Critical Materials ETF) e o CHPX39 (Global X AI Semiconductor & Quantum ETF). Os produtos estarão disponíveis a partir de 17 de julho e oferecem aos investidores brasileiros exposição aos segmentos de materiais críticos e de semicondutores, por meio de empresas listadas no exterior.
O EART39 possui taxa de administração de 0,59%, enquanto a do CHPX39 é de 0,50%.
Segundo a gestora, os lançamentos acompanham o aumento da demanda global por recursos considerados estratégicos para a economia. De um lado, minerais como lítio, cobre, níquel, cobalto e terras raras são utilizados em veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia, redes elétricas e data centers. De outro, o avanço da inteligência artificial impulsiona investimentos em semicondutores de alta performance, infraestrutura computacional e computação quântica.
O EART39 replica o Solactive Rare Earth and Critical Materials Index, composto por empresas ligadas à exploração, mineração, produção e refino de materiais críticos. O índice reúne companhias com atuação em dez categorias de materiais, entre elas terras raras, lítio, cobre, níquel, cobalto, manganês, grafite, grafeno, paládio, platina e materiais à base de carbono. A metodologia prioriza empresas classificadas como Pure Play, com pelo menos 50% da receita proveniente dessas atividades, além de companhias em estágio pré-receita e empresas diversificadas com exposição relevante ao setor. O rebalanceamento ocorre semestralmente, em abril e outubro.
Já o CHPX39 acompanha o Global X AI Semiconductor & Quantum Index, formado por empresas que atuam no desenvolvimento de GPUs, CPUs, ASICs, chips de memória, sistemas computacionais voltados à inteligência artificial, infraestrutura para data centers e tecnologias de computação quântica. O índice seleciona exclusivamente empresas Pure Play, com pelo menos 50% da receita originada desses segmentos, e realiza rebalanceamentos em maio e novembro.
“Com o EART39 e o CHPX39 ampliamos o acesso do investidor brasileiro a duas tendências estruturais que estão diretamente conectadas à transformação tecnológica global. De um lado, materiais críticos que sustentam a transição energética e a digitalização da economia. De outro, as empresas responsáveis pela infraestrutura computacional necessária para o avanço da inteligência artificial e da computação quântica”, afirmou Flávio Vegas, especialista de Produtos da Global X.
De acordo com a gestora, os dois produtos foram desenvolvidos para investidores que buscam exposição a tendências de longo prazo, com diversificação geográfica e acesso a segmentos especializados do mercado global. Os BDRs serão negociados diariamente na B3, poderão ser adquiridos por meio de bancos e corretoras e contarão com formador de mercado para oferecer liquidez durante o pregão. A Global X ressalta que, como investimentos em renda variável concentrados em setores específicos, os fundos estão sujeitos a riscos de mercado, variações cambiais e maior volatilidade.
