A Janus Henderson anunciou que está desenvolvendo um conjunto de ferramentas nativas de inteligência artificial para transformar a forma como investe e atende seus clientes. Segundo a gestora, a Percepta, empresa de transformação apoiada pela General Catalyst, será responsável pela construção da infraestrutura, enquanto o modelo Claude, da Anthropic, servirá como camada de inteligência artificial.
A gestora acredita que a IA de ponta gera o maior impacto quando potencializa a expertise humana, permitindo uma abordagem ainda mais centrada no cliente, tanto nos investimentos quanto no atendimento. Com base no Claude, a Janus Henderson está colocando essa visão em prática de duas formas que podem moldar o futuro do uso da inteligência artificial na indústria de gestão de ativos.
Especificamente, a empresa está desenvolvendo novas ferramentas nativas de IA para suas equipes de investimentos e atendimento ao cliente. Por um lado, a gestora está trabalhando no Prism, uma plataforma global de inteligência e relacionamento com clientes projetada para as equipes de distribuição da Janus Henderson. Alimentada pelo Claude, a ferramenta ajuda as equipes comerciais a priorizar ações de relacionamento, utilizar dados internos e de terceiros para compreender melhor o que os clientes possuem e do que necessitam, além de preparar comunicações personalizadas. Dessa forma, oferece uma ferramenta única e consistente para as equipes de vendas e marketing em todas as regiões.
Por outro lado, a empresa está desenvolvendo o Libros, uma ferramenta nativa de IA para gestão de pesquisas voltada às equipes de investimento. Também baseada no Claude, ela sintetiza as pesquisas internas da Janus Henderson juntamente com análises externas e dados de mercado, ajudando analistas e gestores de portfólio a identificar sinais relevantes com mais rapidez e dedicar mais tempo à análise e à tomada de decisões de investimento.
Além disso, a Janus Henderson está expandindo o uso do Claude em toda a organização. As equipes de engenharia utilizarão o Claude Code, enquanto o Cowork ficará disponível para funcionários das áreas de investimentos, distribuição e funções corporativas, ampliando a integração da IA às atividades do dia a dia.
Enquanto isso, o Prism e o Libros estão sendo desenvolvidos em colaboração entre as equipes de tecnologia da Janus Henderson e da Percepta. A Percepta auxilia grandes empresas em seus processos de transformação por meio da IA, incorporando engenheiros, pesquisadores e gestores de produto especializados diretamente nas organizações e utilizando a plataforma Percepta Mosaic para desenvolver rapidamente fluxos de trabalho baseados em agentes e ferramentas personalizadas de apoio à decisão.
Na Janus Henderson, as equipes da Percepta trabalham ao lado dos profissionais de investimento, distribuição e tecnologia da gestora para desenvolver o Prism e o Libros com base no Claude e construir a estrutura de dados e conhecimento que conecta o modelo às pesquisas proprietárias, aos dados de clientes e às informações de mercado da empresa.
Segundo a gestora, esse modelo integrado resolve um dos principais desafios que têm limitado a adoção de IA na gestão de ativos: ferramentas genéricas raramente se adaptam à forma como um gestor ativo analisa mercados, administra portfólios e atende clientes. O valor surge ao conectar a inteligência artificial de ponta aos dados proprietários e reconstruir os fluxos de trabalho centrais em torno dela, algo que geralmente exige engenharia integrada ao negócio, em vez de software adquirido externamente.
“Acreditamos que a transformação impulsionada pela IA mudará fundamentalmente a forma como as gestoras atendem seus clientes à medida que a tecnologia se integra ao núcleo dos negócios. Essa colaboração com a Anthropic e a Percepta, juntamente com a parceria da Janus Henderson com a Trian e a General Catalyst, reforça nossa liderança em inovação em IA e tokenização e apoia nossa ambição de sermos a gestora de ativos mais sofisticada tecnologicamente do mundo. Acreditamos que isso melhorará a forma como atendemos nossos clientes — os 75 milhões de pessoas em todo o mundo que confiam em nós para ajudar a construir um futuro melhor juntos”, afirmou Ali Dibadj, CEO da Janus Henderson.
Por sua vez, Peter Nolan, responsável pela área de Asset and Wealth Management da Anthropic, declarou: “A gestão de ativos é uma indústria intensiva em conhecimento, na qual uma IA confiável pode ajudar as equipes a trabalhar mais rapidamente e oferecer um atendimento melhor aos clientes. A Janus Henderson está colocando o Claude diretamente nas mãos das equipes responsáveis pela gestão dos investimentos e dos relacionamentos com clientes — desde ferramentas desenvolvidas especificamente para esse fim, como Prism e Libros, até Claude Code e Cowork em toda a companhia.”
“Transformar indústrias com IA exige repensar fundamentalmente a forma como o trabalho é realizado dentro das organizações e projetar sistemas de engenharia criados especificamente para uma nova maneira de operar. Nosso trabalho com a Janus Henderson está focado em fortalecer a pesquisa e a inteligência de mercado, ao mesmo tempo em que aprimora o relacionamento com os clientes. Temos orgulho de colaborar com a Janus Henderson e a Anthropic na transformação da indústria de gestão de ativos”, comentou Hirsh Jain, CEO da Percepta.



