A Suno iniciou 2026 com a unificação das frentes de atendimento ao investidor — assessoria de investimentos, consultoria e wealth — em uma única unidade de negócios, a Suno Consultoria. Segundo a companhia, a reorganização marca uma nova etapa de escala da operação, que soma 6 bilhões de reais sob aconselhamento e tem meta de alcançar 10 bilhões de reais até o fim de 2026.
De acordo com a empresa, o movimento busca sustentar a próxima fase de crescimento da área, que registrou aumento de 50% nos ativos sob aconselhamento no último ano, impulsionado pela demanda por planejamento financeiro, alocação e aconselhamento independente de longo prazo.
Para atingir a meta, a Suno afirma apostar na experiência construída no segmento de análise de investimentos. “O que realmente nos diferencia são os nossos resultados. Temos um track record comprovado como casa de análise há nove anos, além de produtos que entregam resultados na nossa gestora. Agora, consolidamos essa expertise em um modelo de consultoria completo. No final, o que fazemos diariamente é entregar resultado consistentemente para o cliente”, disse Gian Kojikovski, CEO da Suno.
Segundo Victor Montezuma, diretor-geral da Suno Consultoria, a consolidação responde à convergência das demandas dos clientes. “Independentemente do patrimônio, eles buscam planejamento financeiro, alocação eficiente e recomendações isentas de conflitos. Consolidar tudo em uma única unidade nos dá escala, eficiência operacional e, principalmente, consistência na experiência do cliente.”
A atuação direta com investidores foi estruturada inicialmente de forma separada, com diferentes frentes e públicos. A integração ocorre após a expansão do ecossistema da companhia, que incluiu a criação da Suno Asset em 2021, hoje com 3,3 bilhões de reais sob gestão.
Estrutura e modelo de atuação
A Suno Consultoria reúne mais de 100 profissionais, entre consultores, analistas e equipe de suporte, e atende cerca de 3.500 clientes. O público inclui investidores em fase de acumulação, com patrimônio a partir de 1 milhão de reais, até famílias com mais de R$ 20 milhões.
O modelo é multiplataforma, permitindo que o cliente opere pela corretora ou banco de preferência, com arquitetura aberta para seleção de produtos. A cobrança ocorre exclusivamente via fee-based, com percentual sobre o patrimônio aconselhado, sem comissões por distribuição. “Esse modelo garante total alinhamento de interesses. A Suno cresce junto com o cliente”, afirmou Kojikovski.
Posicionamento e filosofia de alocação
A empresa declara adotar postura crítica a práticas da indústria quando consideradas inadequadas ao investidor. “Fomos os primeiros a criticar publicamente a venda indiscriminada de ativos estruturados (COEs) para investidores sem perfil adequado e a distribuição de fundos com baixa liquidez, os cetipados, negociados fora de mercado organizado, quando isso não era conveniente para o investidor”, disse o CEO.
Segundo ele, “independência não é discurso, é decisão tomada ao longo do tempo”.
A metodologia da consultoria é baseada em fundamentos econômicos, visão de longo prazo e disciplina de alocação, incluindo planejamento patrimonial, tributário, sucessório e de aposentadoria. A casa também utiliza produtos alternativos de forma seletiva, como private equity e crédito em special situations, com critérios de risco e liquidez.
Expansão prevista
A meta de 10 bilhões de reais será buscada por meio do crescimento orgânico da base e do aumento do ticket médio, mantendo foco no atendimento. No médio prazo, a companhia pretende ampliar clientes e sofisticar soluções de alocação dentro da metodologia de planejamento patrimonial.
A Suno define sua atuação como um ecossistema de soluções de investimentos voltado a investidores individuais e institucionais, reunindo casas de análise, gestora, consultoria, portal de notícias e plataforma de acompanhamento de investimentos.



Por Carlos Ruiz de Antequera