A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) dedicado à análise técnica de informações relacionadas ao Grupo Master, à REAG e a outras entidades conexas, no âmbito das competências legais do regulador do mercado de capitais.
A decisão foi aprovada em 6 de fevereiro de 2026 pelo Comitê de Gestão de Riscos (CGR) da Autarquia e integra os mecanismos regulares de governança institucional, supervisão e gestão de riscos da CVM.
Segundo o regulador, o GT terá escopo, governança e prazo definidos, com o objetivo de consolidar e sistematizar informações já existentes, permitindo um diagnóstico institucional mais integrado e aprofundado sobre o tema.
Continuidade do acompanhamento e visão transversal
A criação do grupo decorre de avaliações conduzidas pelo próprio CGR, que, nesta etapa preliminar, teve acesso a informações relacionadas:
à atuação histórica das áreas de supervisão, fiscalização e acusação da CVM;
à abertura de procedimentos administrativos ao longo dos últimos anos;
às comunicações já realizadas a outros órgãos públicos;
e ao andamento interno de inquéritos correlatos.
De acordo com a Autarquia, a iniciativa visa dar continuidade ao acompanhamento do tema pelo Comitê, promovendo uma visão transversal e coordenada das ações em curso, algo que tem sido cada vez mais demandado em casos complexos que envolvem múltiplas entidades e estruturas.
Foco em diagnóstico, aprimoramento regulatório e prestação de contas
Entre as atribuições do GT está não apenas a consolidação factual e processual das informações disponíveis, mas também a avaliação de eventuais melhorias estruturais nos seguintes eixos:
regulação;
supervisão;
governança processual;
cooperação institucional com outros órgãos.
O trabalho deverá subsidiar decisões futuras do CGR e contribuir para o aprimoramento das práticas institucionais da CVM, além de reforçar os mecanismos de prestação de contas à sociedade.
Cronograma definido
Os trabalhos do Grupo de Trabalho terão início em 9 de fevereiro de 2026, com prazo estimado de até três semanas para conclusão. Ao final, será elaborado um relatório técnico, que será submetido à apreciação e deliberação do Comitê de Gestão de Riscos.
Em nota, a CVM reforçou que se trata de uma iniciativa inserida em seus procedimentos regulares de governança e que continuará mantendo o mercado e a sociedade informados sobre medidas institucionais relevantes relacionadas ao tema.
Para gestores de recursos, profissionais de wealth management e demais participantes do mercado, o movimento é acompanhado de perto, especialmente pelo potencial impacto sobre percepção de risco, supervisão de estruturas complexas e evolução do arcabouço regulatório.
