Embora grande parte das discussões da indústria esteja concentrada em inteligência artificial, tokenização ou no crescimento dos mercados de crédito privado, uma transformação muito mais profunda tem recebido menos atenção. Ela não está acontecendo nos produtos de investimento, mas no modelo de negócios das gestoras de recursos.
Durante anos, o crescimento de uma gestora seguiu uma lógica relativamente clara: desenvolver uma estratégia diferenciada, estruturar o veículo de investimento adequado e distribuí-lo aos investidores-alvo. Esse modelo impulsionou a expansão da indústria por décadas.
No entanto, o ambiente atual apresenta desafios diferentes.
O Global Asset Management Report 2026, do Boston Consulting Group (BCG), mostra que os ativos globais sob gestão atingiram um recorde de US$ 147 trilhões em 2025. Mas a conclusão mais relevante do relatório não é o tamanho do mercado, e sim a mudança na natureza da concorrência. Segundo o BCG, uma parcela significativa do crescimento recente da indústria foi impulsionada pelo desempenho dos mercados financeiros, enquanto o crescimento orgânico continua sendo um dos principais desafios para as gestoras. Como resultado, a capacidade de desenvolver novos canais de distribuição, aumentar a eficiência operacional e adaptar os modelos de negócios será um fator decisivo para o crescimento nos próximos anos.
Ativos globais sob gestão (AuM)

Fonte: Boston Consulting Group, Global Asset Management Report 2026.
Essa mudança tem uma consequência imediata: a discussão deixa de estar centrada exclusivamente nos produtos de investimento e passa a focar nas capacidades que permitem às gestoras crescer, adaptar-se e competir em um ambiente cada vez mais complexo.
Evolução do modelo de negócios das gestoras de recursos

Essa mudança explica por que as perguntas que as gestoras fazem hoje são diferentes. Já não basta identificar o veículo mais adequado para lançar uma estratégia. O verdadeiro desafio está em construir organizações capazes de se adaptar à medida que os mercados, as necessidades dos investidores e os canais de distribuição evoluem.
Uma mesma estratégia pode começar por meio de um veículo de oferta privada, posteriormente ampliar seu alcance internacional ou evoluir para estruturas de oferta pública conforme mudam seus objetivos comerciais ou regulatórios. A decisão estratégica já não é o veículo em si, mas a capacidade de evoluir sem precisar reconstruir o modelo operacional em cada etapa.
Essa transformação está alinhada ao que a McKinsey chama de “grande convergência” na gestão de ativos. Em sua análise, a consultoria explica que as fronteiras tradicionais entre os diferentes modelos de gestão estão se tornando cada vez mais tênues e que as gestoras demandam capacidades cada vez mais integradas para responder a um ambiente em que a especialização convive com a necessidade de maior flexibilidade, eficiência e alcance internacional.
“Convergência” entre a gestão tradicional e a gestão de ativos alternativos

Fonte: McKinsey & Company, Asset Management 2025: The Great Convergence.
Mais do que uma convergência entre mercados públicos e privados, estamos testemunhando uma convergência na forma como as gestoras de recursos são estruturadas. As gestoras precisam de modelos operacionais preparados para incorporar diferentes veículos de investimento, atender a distintas jurisdições e se adaptar com agilidade à medida que as estratégias e os mercados evoluem.
Essa mudança também explica por que a indústria está evoluindo de provedores especializados para plataformas com capacidades mais amplas e integradas. A demanda já não se concentra apenas em solucionar uma necessidade específica, mas em contar com parceiros capazes de apoiar o desenvolvimento de uma estratégia ao longo de todo o seu ciclo de vida.
A evolução da gestão de ativos mostra que o desafio das gestoras já não está apenas em desenvolver melhores estratégias de investimento. O verdadeiro desafio é construir modelos de negócios capazes de se adaptar com agilidade a novos mercados, diferentes perfis de investidores e canais de distribuição cada vez mais globais. Nesse contexto, a capacidade de combinar diferentes veículos de investimento dentro de uma mesma estratégia deixou de ser apenas uma vantagem operacional. Tornou-se uma vantagem competitiva.
Responder a essa transformação exige plataformas capazes de integrar diferentes capacidades em uma única infraestrutura operacional. Com essa visão, a FlexFunds, em conjunto com a Leverage Shares e a Themes ETFs, desenvolveu uma plataforma global de soluções ponta a ponta que integra:
- Veículos de investimento para ofertas públicas e privadas;
- ETPs listados na Europa;
- ETFs listados na Nasdaq;
- Capacidades de reporte institucional.
Isso proporciona a gestores, assessores e instituições acesso a uma infraestrutura mais eficiente, escalável e alinhada aos padrões dos mercados internacionais, apoiando a evolução de suas estratégias de investimento.
Para mais informações, entre em contato com nossos especialistas pelo e-mail info@flexfunds.com.



