A política monetária está se flexibilizando, a liquidez está melhorando e a atividade de negociação está sendo retomada. No entanto, o contexto continua sendo complexo. O capital privado, o crédito privado, a infraestrutura privada e os fundos de hedge podem oferecer um potencial atraente de diversificação.
Nesse contexto, Christian Gattiker, Head of Research do Julius Baer, compartilha as melhores opções para diversificar os portfólios além dos mercados públicos:
1- Capital privado: posicionados para um novo impulso
A renda variável pública passou por um período sólido de desempenho, mas as rentabilidades ainda não se recuperaram completamente. Isso cria uma oportunidade atraente para investidores que buscam acesso a empresas não listadas em crescimento e à criação de valor operacional. A captação de recursos corporativos também tem se afastado dos canais bancários tradicionais, o que reforça a relevância estratégica dos mercados privados.
A melhora das condições de financiamento e a normalização das taxas de juros reativaram a atividade de negociação, com transações de maior porte indicando confiança na resiliência do mercado. A confiança do setor também aponta para uma retomada da atividade de saída, o que reforça uma perspectiva positiva.
As estratégias de capital privado são projetadas para o chamado “capital paciente”, o que as torna mais adequadas para investidores com uma perspectiva de longo prazo. À medida que o mercado evolui, é provável que aumente a dispersão entre gestores, o que torna crucial uma rigorosa diligência prévia.
2- Crédito privado: uma alternativa atraente
Embora o crédito privado abranja uma ampla gama de estratégias de empréstimo, o analista do Julius Baer se concentra em empréstimos diretos sênior garantidos e respaldados por patrocinadores. Isso envolve empréstimos a empresas rentáveis e em crescimento adquiridas por patrocinadores de capital privado. A escala, as redes de originação e a disciplina de subscrição diferenciarão os líderes dos retardatários. O banco suíço destaca que segmentos especializados, como o empréstimo direto europeu, apresentam oportunidades atraentes.
3- Fundos de hedge: aumentam a resiliência da carteira
Os fundos de hedge continuam sendo uma ferramenta importante para aumentar a resiliência da carteira. As estratégias neutras ao mercado, frequentemente denominadas “abordagens de retorno absoluto”, buscam retornos positivos com baixa correlação com os mercados tradicionais. Ao controlar a volatilidade e limitar as perdas de capital, essas estratégias ajudam a melhorar a rentabilidade ajustada ao risco, a capitalizá-la e a preservar o capital ao longo dos ciclos de mercado.
4- Infraestrutura privada: fatores de longo prazo que oferecem estabilidade
A infraestrutura privada complementa os fundos de hedge e outros investimentos alternativos ao fornecer fluxos de caixa previsíveis e exposição a fatores de crescimento estrutural de longo prazo, como a conectividade digital e as energias renováveis. Ambas as classes de ativos reforçam a importância de diversificar a alocação em opções que possam resistir à evolução das condições macroeconômicas e oferecer estabilidade de longo prazo.



