A lista de estratégias estrangeiras nas quais as AFPs (Administradoras de Fondos de Pensiones) chilenas podem investir continua se expandindo. Na última reunião da Comissão de Classificação de Risco (CCR) – correspondente ao mês de fevereiro –, a entidade responsável por aprovar o universo elegível de investimentos das AFPs deu sinal verde a quatro gestoras de ativos alternativos, juntamente com alguns fundos mútuos e ETFs.
Segundo informaram em comunicado, a Comissão aprovou estratégias de investimento e operações específicas de coinvestimento. Por exemplo, a gestora ACRE Advisors, uma boutique especializada em private equity imobiliário e ativos multifamily, com 75 propriedades em sua carteira — entre EUA, Europa e Sudeste Asiático —, foi aprovada para investimentos em real estate.
Duas empresas receberam aprovação para investimentos em private equity: a Archimed, firma de PE dedicada a acelerar o desenvolvimento da indústria de saúde, e a Stellex Capital Management, que investe em ativos de middle-market nos Estados Unidos e na Europa.
O grupo é completado pela MGG Investment Group, que recebeu aprovação para suas estratégias e coinvestimentos em dívida privada. A empresa também se concentra em companhias do chamado mercado médio, com investimentos em crédito direto e soluções estruturadas.
Ativos líquidos
Além dessas gestoras de investimentos alternativos, a CCR aprovou uma série de instrumentos estrangeiros, incluindo cinco fundos mútuos e dez ETFs.
No caso dos fundos mútuos, cinco estratégias de renda fixa passaram a integrar a lista acessível para os fundos de pensão. São elas: um veículo de dívida corporativa latino-americana da SICAV da BICE Inversiones, um fundo de títulos emergentes de curta duração da BlackRock, um fundo de dívida corporativa emergente da Stone Harbor e, por fim, dois veículos de títulos americanos da Eastspring Investment — um de papéis high yield e outro investment grade.
Por sua vez, os ETFs que entraram na lista são voltados para renda variável. Os aprovados no segundo mês do ano foram os fundos indexados DAX UCITS e S&P 500 UCITS da Amundi; S&P 500 Momentum, S&P SmallCap 600 QVM Multi-factor, Russell 2000 Dynamic Multifactor e STOXX Europe 600 Optimised Banks UCITS, geridos pela Invesco; e o Morningstar Developed Markets Dividend Leaders UCITS ETF, da VanEck.
A BlackRock também recebeu luz verde com dois ETFs ativos, as estratégias U.S. Equity Factor Rotation e U.S. Thematic Rotation, além do U.S. Tech Independence Focused ETF, da iShares.



