A Brown Brothers Harriman (BBH) divulgou sua mais recente pesquisa com gestores sobre a indústria global de ETFs. A 13ª edição do levantamento chega em um “momento turbulento”, marcado por tensões geopolíticas, um ciclo intenso de notícias e um ambiente regulatório complexo. Em meio a esse cenário, “a incerteza é abundante”, mas “o universo dos ETFs continua sendo uma área em que predomina o otimismo”, segundo o relatório.
As respostas de 325 gestores de ETFs consultados — 100 dos Estados Unidos, 125 da Europa e outros 100 da Grande China — apontam que a demanda por ETFs continua crescendo mesmo em um mercado já maduro, devido, em parte, ”pela adoção do ETFs por novos mercados e canais”. A curto prazo, conforme revela o estudo, os investidores globais planejam adotar uma abordagem equilibrada para garantir a receita, ao mesmo tempo em que buscam uma forte proteção contra possíveis quedas e volatilidade.
Quase todos os investidores entrevistados (96%) esperam aumentar sua exposição a ETFs nos próximos 12 meses, percentual que permanece estável desde fevereiro de 2025. O interesse segue sendo global, já que os investidores dos Estados Unidos são os mais propensos a aumentar suas posições em fundos cotados na bolsa (98%), seguidos pelos da Grande China (95%) e da Europa (94%).
Apesar disso, uma análise mais detalhada das diferenças regionais indica distintos níveis de maturidade do mercado de ETFs. Nos Estados Unidos, a porcentagem de investidores que planeja aumentar significativamente sua exposição a fundos cotados neste ano caiu quase pela metade em relação a 2025. A Europa e a Grande China também registraram pequenas reduções nos planos de aumentar significativamente a exposição aos ETFs. Ao mesmo tempo, foi observado aumentos generalizados no número de investidores que planeja elevar ligeiramente suas alocações (menos de 10%). Nenhum investidor indicou planos de reduzir a exposição.
Pontos de interesse
Nos próximos 12 meses, os investidores pretendem investir em estratégias de dividendos/renda (33%), exposição setorial ou temática em renda variável (28%) e ETFs de resultados definidos (26%). Como a cautela continua sendo a prioridade, 20% também pretendem adquirir fundos cotados em bolsa do mercado monetário, que oferecem segurança e liquidez com rendimentos modestos.
Em menor medida, as matérias-primas também estão no radar. Apesar do boom dos metais preciosos em 2025, apenas 17% planejam aumentar sua exposição às commodities, “uma opinião que poderia ser respaldada pela volatilidade do setor no início de 2026”, segundo afirma o estudo.
As preferências variam de acordo com a região. Nos Estados Unidos, a opção preferida pelos investidores são os ETFs de renda fixa (37%), que também ocupam uma posição de destaque (54%) entre os fundos cotados que provavelmente serão utilizados para gerenciar a volatilidade nos próximos 12 meses. No entanto, os ETFs de dividendos/renda são a principal prioridade na Europa (42%) e na Grande China (27%).
Proteção contra quedas
A volatilidade do mercado é motivo de grande preocupação em 2026, já que os investidores enfrentam um aumento das tensões geopolíticas.
Em nível global, a opção preferida para gerenciar a volatilidade nos próximos 12 meses são as ações de baixa volatilidade e os ETFs defensivos que cobrem setores como serviços públicos e bens de consumo básico (57%).




